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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
MG-42 - A serra de Hitler
Historia
A MG-42 (Abreviação de Maschinengewehr
42, do alemão "arma metralhadora") foi uma metralhadora calibre
7.92x57mm Mauser utilizada amplamente pelas forças alemãs na guerra, sendo a
sucessora da MG-34, mesmo demorando mais ser produzida e ter maior custo. Ela
foi uma das armas de maior importância fabricadas durante a segunda guerra
mundial, especialmente por ter influenciado o desenvolvimento de armas que
foram produzidas muito depois do fim do conflito e que estão em operação até
hoje.
Essa metralhadora ficou marcada por
vários apelidos. Para as tropas norte-americanas chegou a ser conhecida como “A
serra de Hitler” por conta da sua facilidade de produzir baixas, “cortando” as
tropas ao meio. Para os soviéticos fico conhecida como “O rasga linho”, por
conta da semelhança do som de um tecido sendo rasgado com o barulho dos disparos,
devida a alta cadência. Ao encontrar-se com nossas pracinhas da FEB ficou
conhecida como "Lurdinha”, dizem por que lembrava o jeito rápido de falar
de uma das noivas de um dos brasileiros.
A MG-42 teve um histórico comprovado de
facilidade de operação, simplicidade, confiabilidade, durabilidade e possuía um
projeto simples, que se deve pela utilização de processos como a estampagem e
soldadura, que foram métodos e técnicas que podiam ser dominados mesmo por
pessoas sem um grande nível de especialização.
Mesmo com esses atributos ela ficou
extremamente conhecida e temida por sua alta capacidade de produzir um grande
volume de fogo de supressão. Ela teve uma das maiores médias de cadência de
tiro de metralhadoras de uso de infantaria, com sua incrível média de 1.200 a
1.500 tiros por minuto (o tipo de munição faz essa variação), o que resulta em
25 tiros por segundo. Com essa magnífica cadência ela era facilmente
reconhecida pelas tropas aliadas. O ruído da MG-42 era característico e era
possível saber da presença desta arma apenas pelo som. Os militares
norte-americanos eram treinados para poderem identificar o seu som para terem
um maior cuidado quando enfrentavam esta metralhadora. A cadência rápida de
tiro tornou quase impossível fazer tiro a tiro, mas usando curtas rajadas esta
arma foi incrível no campo de batalha, especialmente quando nas mãos de
atiradores treinados. Com a cadência rápida de tiro existe um grande aquecimento
do cano e também uma pouca precisão por conta dos tremores, porém ela teve um
sistema muito eficaz de troca de cano de modo rápido e simples, assim como fora
adicionado um sistema de amortecimento para melhorar a precisão. O sistema de
trancamento funcionava bem na lama e na areia, uma característica importante
para esse tipo de arma que era um grande problema na sua antecessora MG-34.
Desenvolvimento

MG-34, antecessora da MG-42
Durante a década de 30 o exército alemão
introduziu a MG-34, considerada a primeira metralhadora moderna de uso geral. Na
época a MG-34 podia suportar maiores períodos de tempo disparando e também era mais
portátil que suas contemporâneas BAR e Bren e muito mais leve que a Browning
M1919 ou a Vickers. Ela possuía grande cadência e boa confiabilidade, porém,
tinha pouca resistência ao tempo, além de custo de fabricação relativamente
caro. A fim de abordar estas e outras questões, um teste foi realizado para uma
substituta da MG 34. Três empresas foram convidadas a apresentar projetos:
Metall und Lackierwarenfabrik Johannes Großfuß AG de Döbeln, Rheinmetall-Borsig
de Sömmerda e Stübgen de Erfurt.
Entre as propostas apresentadas, a empresa
Großfuß AG provou ter o melhor design, empregando um sistema inovador de disparo
com operação por recuo, enquanto as outras usaram operação a gás. Curiosamente,
a empresa não tinha experiência anterior na fabricação de armas e era especializada
em aço prensado e chapas (o produto básico da empresa foi chapas de metal para
lanternas). O Dr. Werner Gruner, um dos principais engenheiros de design da
Großfuß, não sabia nada sobre metralhadoras quando lhe foi dada a tarefa de
estar envolvido com o projeto, embora ele tenha se especializado na tecnologia
de produção em massa. Gruner participou de um curso de operador de metralhadora
para poder se familiarizar com a arma e entender suas características, também
aguardando retorno de reportes dos soldados. Logo após ele reutilizou um sistema
já existente desenvolvido pela Mauser e recursos incorporados de suas
experiências com o exército e lições aprendidas durante os primeiros estágios
da guerra fazendo o primeiro protótipo. Sendo feita de metal estampado, o novo
design necessário foi consideravelmente menos ferramental e muito mais simples
de construir do que outras metralhadoras, demorando 75 horas-trabalho para
completar a produção, ao invés de 150 horas-trabalho da MG-34 (uma redução de
50%), custando 250 Reichmarks por unidade a 327 Reichmarks da MG-34 (uma
redução de 24% ).

MG-39/41 - Protótipo base da MG-42
A resultante foi a MG-39, que se manteve
semelhante a anterior MG 34 no geral, uma decisão deliberada feita para manter
a familiaridade dos soldados com a arma. As únicas mudanças importantes do
ponto de vista do atirador foram a mudança dos tambores e cintos de munição, mudando
sua posição para facilitar a mira e adaptação para aceitar novos cintos de
munição (Tambores de 50 cartuchos). Todas estas modificações se destinaram a
aumentar, manter ou acomodar uma taxa alta de fogo. Embora feito de peças
relativamente baratas e simples, os protótipos também provaram ser
consideravelmente mais robustos e resistente ao empastelamento do que a MG-34.
Uma fabricação limitada de cerca de 1.500 unidades da MG 39/41 foi concluída em
1941 e testado em ensaios de combate.
A arma foi oficialmente aceita e a principal
produção do design começou em 1942, como a MG 42, e os contratos foram para a
Großfuß, Mauser-Werke, Gustloff-Werke e outros. A produção durante a guerra
ascendeu a mais de 400.000 unidades (17,915 unidades em 1942, 116,725 em 1943,
211,806 em 1944, e 61,877 em 1945).
-País de origem - Alemanha
-Tipo - Metralhadora de uso geral
-Projetado - 1942
-Desenvolvido - 1942 a 1945
-Fabricante - Mauser Werke AG
-Produção - 423.600 unidades
-Calibre - 7.92x57 mm
-Capacidade - 50 projéteis ou cinto de
250
-Comprimento - 112 cm
-Comprimento do cano - 53,3 cm
-Peso - 11,5 kg
-Cadência de tiro - 1200 tiros/minuto
(20 tiros/segundos)
-Alcance efetivo - 1000 m
-Velocidade de disparo - 755 m/s
-Mira - Alça de ferro ou telescópio
Variantes
MG39: protótipo desenvolvido em 1939, a
partir da MG34;
MG42: nova nomenclatura da MG39, ao
entrar ao serviço do Exército Alemão em 1942;
MG42V (ou MG45): variante experimental
da MG42 com um mecanismo de operação diferente e utilizando metal de pior
qualidade, com vista a suprir a falta de materiais;
MG42/59 (ou MG1): variante da MG42
desenvolvida pela Rheinmetall, com uma nova câmara para uso da munição 7.62 x
51mm NATO;
MG1A1: como a MG1, mas com as miras
calibradas para a nova munição. A maioria das MG1 existentes foram
transformadas nesta versão;
MG1A2: variante aperfeiçoada da MG1A1;
MG1A3: variante aperfeiçoada da MG1A2;
MG1A4: variante adaptada para uso fixo
montada em veículos blindados;
MG1A5: variante resultante da conversão
de MG1A3 no padrão MG1A4;
MG2: designação atribuída às antigas
MG42 convertidas para uso da munição 7.62 x 51 mm NATO;
MG3: variante da MG1A3 com uma mira AA
instalada;
MG3E: variante experimental da MG3, com
uma redução de peso em 1,3 kg;
MG3A1: variante da MG3 para uso fixo
montada em veículos blindados.
MG-42 - A serra de Hitler
Historia

Essa metralhadora ficou marcada por
vários apelidos. Para as tropas norte-americanas chegou a ser conhecida como “A
serra de Hitler” por conta da sua facilidade de produzir baixas, “cortando” as
tropas ao meio. Para os soviéticos fico conhecida como “O rasga linho”, por
conta da semelhança do som de um tecido sendo rasgado com o barulho dos disparos,
devida a alta cadência. Ao encontrar-se com nossas pracinhas da FEB ficou
conhecida como "Lurdinha”, dizem por que lembrava o jeito rápido de falar
de uma das noivas de um dos brasileiros.
A MG-42 teve um histórico comprovado de
facilidade de operação, simplicidade, confiabilidade, durabilidade e possuía um
projeto simples, que se deve pela utilização de processos como a estampagem e
soldadura, que foram métodos e técnicas que podiam ser dominados mesmo por
pessoas sem um grande nível de especialização.
Mesmo com esses atributos ela ficou
extremamente conhecida e temida por sua alta capacidade de produzir um grande
volume de fogo de supressão. Ela teve uma das maiores médias de cadência de
tiro de metralhadoras de uso de infantaria, com sua incrível média de 1.200 a
1.500 tiros por minuto (o tipo de munição faz essa variação), o que resulta em
25 tiros por segundo. Com essa magnífica cadência ela era facilmente
reconhecida pelas tropas aliadas. O ruído da MG-42 era característico e era
possível saber da presença desta arma apenas pelo som. Os militares
norte-americanos eram treinados para poderem identificar o seu som para terem
um maior cuidado quando enfrentavam esta metralhadora. A cadência rápida de
tiro tornou quase impossível fazer tiro a tiro, mas usando curtas rajadas esta
arma foi incrível no campo de batalha, especialmente quando nas mãos de
atiradores treinados. Com a cadência rápida de tiro existe um grande aquecimento
do cano e também uma pouca precisão por conta dos tremores, porém ela teve um
sistema muito eficaz de troca de cano de modo rápido e simples, assim como fora
adicionado um sistema de amortecimento para melhorar a precisão. O sistema de
trancamento funcionava bem na lama e na areia, uma característica importante
para esse tipo de arma que era um grande problema na sua antecessora MG-34.
Desenvolvimento
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MG-34, antecessora da MG-42 |
Entre as propostas apresentadas, a empresa
Großfuß AG provou ter o melhor design, empregando um sistema inovador de disparo
com operação por recuo, enquanto as outras usaram operação a gás. Curiosamente,
a empresa não tinha experiência anterior na fabricação de armas e era especializada
em aço prensado e chapas (o produto básico da empresa foi chapas de metal para
lanternas). O Dr. Werner Gruner, um dos principais engenheiros de design da
Großfuß, não sabia nada sobre metralhadoras quando lhe foi dada a tarefa de
estar envolvido com o projeto, embora ele tenha se especializado na tecnologia
de produção em massa. Gruner participou de um curso de operador de metralhadora
para poder se familiarizar com a arma e entender suas características, também
aguardando retorno de reportes dos soldados. Logo após ele reutilizou um sistema
já existente desenvolvido pela Mauser e recursos incorporados de suas
experiências com o exército e lições aprendidas durante os primeiros estágios
da guerra fazendo o primeiro protótipo. Sendo feita de metal estampado, o novo
design necessário foi consideravelmente menos ferramental e muito mais simples
de construir do que outras metralhadoras, demorando 75 horas-trabalho para
completar a produção, ao invés de 150 horas-trabalho da MG-34 (uma redução de
50%), custando 250 Reichmarks por unidade a 327 Reichmarks da MG-34 (uma
redução de 24% ).
![]() |
MG-39/41 - Protótipo base da MG-42 |
A arma foi oficialmente aceita e a principal
produção do design começou em 1942, como a MG 42, e os contratos foram para a
Großfuß, Mauser-Werke, Gustloff-Werke e outros. A produção durante a guerra
ascendeu a mais de 400.000 unidades (17,915 unidades em 1942, 116,725 em 1943,
211,806 em 1944, e 61,877 em 1945).
-País de origem - Alemanha
-Tipo - Metralhadora de uso geral
-Projetado - 1942
-Desenvolvido - 1942 a 1945
-Fabricante - Mauser Werke AG
-Produção - 423.600 unidades
-Calibre - 7.92x57 mm
-Capacidade - 50 projéteis ou cinto de
250
-Comprimento - 112 cm
-Comprimento do cano - 53,3 cm
-Peso - 11,5 kg
-Cadência de tiro - 1200 tiros/minuto
(20 tiros/segundos)
-Alcance efetivo - 1000 m
-Velocidade de disparo - 755 m/s
-Mira - Alça de ferro ou telescópio
Variantes
MG39: protótipo desenvolvido em 1939, a
partir da MG34;
MG42: nova nomenclatura da MG39, ao
entrar ao serviço do Exército Alemão em 1942;
MG42V (ou MG45): variante experimental
da MG42 com um mecanismo de operação diferente e utilizando metal de pior
qualidade, com vista a suprir a falta de materiais;
MG42/59 (ou MG1): variante da MG42
desenvolvida pela Rheinmetall, com uma nova câmara para uso da munição 7.62 x
51mm NATO;
MG1A1: como a MG1, mas com as miras
calibradas para a nova munição. A maioria das MG1 existentes foram
transformadas nesta versão;
MG1A2: variante aperfeiçoada da MG1A1;
MG1A3: variante aperfeiçoada da MG1A2;
MG1A4: variante adaptada para uso fixo
montada em veículos blindados;
MG1A5: variante resultante da conversão
de MG1A3 no padrão MG1A4;
MG2: designação atribuída às antigas
MG42 convertidas para uso da munição 7.62 x 51 mm NATO;
MG3: variante da MG1A3 com uma mira AA
instalada;
MG3E: variante experimental da MG3, com
uma redução de peso em 1,3 kg;
MG3A1: variante da MG3 para uso fixo
montada em veículos blindados.
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